Quisera ter meus 15 anos de volta, anos povoados de sonho e ternura Não sabia eu o sentido da palavra bravura, senão o que me contavam Mal imaginava que aprenderia, muito além do que falavam Sempre distante estiveras de mim, porém nunca sem amor, sem afim Mal podia imaginar tanta dor, ao vê-lo mais uma vez partir Desta vez em definitivo, sem aviso, sem o ver sorrir Uma viagem sem volta, onde jamais aceitou ir Tinha um mundo e o perdi, meu chão... meu céu... meu ar... Foram embora naquele momento, me deixando apenas o tormento De viver sem existir, de não ter a chance de retribuir, Cada momento vivido, cada abraço e cada carinho sentido Que guardarei para sempre, meu velho amigo Pai querido, de voz forte e coração bondoso Fostes embora antes da hora, mas e quando é hora? Coisas ficaram inacabadas, sonhos pela metade, vidas pela metade E nesses dias nebulosos, seu rosto me vem à tona A realidade minha mente então retoma Que por mais pesado o fardo a se carregar, Que por mais triste que a falta faça, Apenas um de nós ficou aqui Por isso devo seguir em frente, porque inexplicavelmente, Eu sobrevivi...
Santiaguense, Colorado, Músico, Psicólogo, Hipnólogo, Pai e agora Itaquiense, nessa ordem. Casado e eternamente apaixonado. Diariamente (des) (e) (re) construindo conceitos, mas com bases pré estabelecidas como todos. Crítico e fiel, amigo e carrasco...